quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Naves Espaciais de Papel.



Imagine, como dizia John Lennon.

Apesar de tudo, a ciência e o progresso são carregados dos sonhos da razão. Um astronauta imagina viajar ao espaço em um aviãozinho de papel. Essa nave espacial particular retorna à terra em uma velocidade diversas vezes superiores ao som.

A NASA sabe que em matéria de segundos se transformaria em fogo por causa do calor gerado pela fricção de encontro à atmosfera. Os cientistas japoneses também sabem disso, mas há um indivíduo que pensa que o aviãozinho de papel pode adentrar a terra antes de desintegrar-se e ser o projeto das naves espaciais do futuro.

Evidentemente, um astronauta não pode retornar à terra em um avião de papel. Não, pelo menos se não quiser ver mais sua família. Mas, o que pode fazer esse astronauta é enviar o aviãozinho para ver o que acontece. Shinichi Suzuki agradeceria a ele.

As naves espaciais de Suzuki

Suzuki é professor da Universidade de Tokyo. Junto com seu equipamento, desenvolveu o avião de papel do tamanho de bolso. Bom, mais de um, cerca de cem. Agora, ele quer convencer a NASA, de modo que um dos astronautas japoneses que devem viajar à estação espacial envie os aviõezinhos de volta para a terra, como informa a televisão de transmissão pública britânica, em sua página na Internet.

Essa frota invasora foi projetada pela associação aeronáutica Origami, que pediu ajuda a Suzuki para realizar a experiência. O objetivo dessa experiência é obter meios para ajudar a projetar as naves espaciais do futuro. Além disso, poderia servir para construir naves para explorar os limites da atmosfera.

Esmagado aos sete segundos

As experiências foram com aviões de oito centímetros de comprimento, pesando 30 gramas. Também levarão ao espaço outros maiores, muito parecidos. São de papel, mas tratados com um material mais resistente ao calor. Nas experiências feitas até o momento nos túneis de vento, os protótipos resistiram velocidades até sete vezes superiores à velocidade do som e temperaturas ao redor 300 graus, durando cerca de seis ou sete segundos, antes de serem esmagados.

As circunstâncias que foram postas no laboratório são mais duras do que aquelas que teriam que enfrentar ao adentrar a atmosfera terrestre. Os cientistas imaginam que o aviãozinho poderia tocar a terra. Por essa razão querem fabricar cem deles. Calculam que o protótipo tenha somente 5% de possibilidades de se afundar no mar. Emitindo cem, poderão, pelo menos, recuperar alguns.

Assim, se você vir um avião de papel nas nuvens, ou se algum deles cair em suas mãos, procure por uma inscrição: talvez haja alguma mensagem escrita em sua superfície.
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Fonte: EL PAIS.
Tradução: Carlos Gasparotto.

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1 Comentários:

Às 13 de fevereiro de 2008 10:01 , Anonymous Marcos disse...

Muito legal seu blog!!!
Conteúdo abençoado!!!!!
Deus continue te abençoando sempre!!!!!
Graça e paz.

 

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