sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Empresa Transforma Garrafa PET em Tinta

A Tintas Coral, que faz parte do grupo britânico ICI Paints, está transformando garrafas PET em tinta. A empresa calcula que, em três anos, foram retiradas de circulação mais de 40 milhões de garrafas, capazes de prejudicar o meio ambiente por séculos.

"Nosso laboratório desenvolveu o processo e seis cooperativas de catadores fornecem a matéria-prima (as garrafas são lavadas e moídas) utilizada na produção de esmaltes e vernizes", diz Sueli Freitas, gerente de relações institucionais da empresa.

De acordo com Sueli, as ações de desenvolvimento sustentado são estratégicas para a Coral. Ela diz que inúmeras políticas nas áreas de segurança, meio ambiente e saúde, adotadas pela companhia nas suas fábricas de São Paulo e Pernambuco, estão à frente até mesmo de determinações e normas fixadas pelo governo federal.

A gerente explica que o último desafio lançado pela empresa foi o da redução de consumo de água. "Conseguimos diminuir o uso de água e energia em 16% em cinco anos, um grande avanço, se considerarmos que, no mesmo período, desenvolvemos produtos em que a água substitui solventes derivados de combustíveis fósseis." Segundo Sueli, a saída foi reutilizar a água. "Ela é usada e retulizada e tratada inúmeras vezes antes de ser descartada, após passar por novo processo de tratamento."

A opção por substituir matérias-primas que compõem os produdos da Coral por outras que sejam mais adequadas ambientalmente faz parte das precoupações e dos objetivos de desenvolvimento da empresa. "Estamos migrando de derivados de combustíveis fósseis para a água ou óleo de soja, dependendo do caso." O custo da linha de verniz e esmalte que utiliza água ainda é um pouco superior ao da que usa aguarrás como solvente. "Nossos parceiros estão sendo estimulados a buscar processos inovadores, que impliquem redução do preço final ao consumidor, o que é só uma questão de tempo", diz Sueli. A Coral testa, no momento, quatro novos itens fabricados a partir de insumos renováveis. Eles devem ser lançados nos próximos anos.

Além do tratamento dos resíduos que produz e da substituição de matérias-primas por outras mais adequados ao meio ambiente, a empresa criou o projeto Clube da Terra, em parceria com a SOS Mata Atlântica. "Doze por cento dos funcionários aderiram voluntariamente ao programa, um índice considerado bastante elevado , porque, para esse tipo de programa, a participação gira em torno de 7%. Os trabalhadores, capacitados pela SOS, dão aula de educação para jovens da 1.ª à 4.ª série de escolas públicas. Em três anos, cerca de 2.100 crianças já passaram pelo programa", diz Sueli.

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Fonte: DiárioNet

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